Martim Arnaut Syder
Candidato
Mensagem
Apresento a minha candidatura à presidência da Comissão Política Concelhia do PSD de Coimbra com um profundo sentido de responsabilidade e de compromisso para com o futuro da nossa cidade.
Agradeço o apoio de todos os militantes e, em particular, ao Professor Jorge Alves Correia, da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e assessor jurídico do Primeiro-Ministro, por aceitar ser o mandatário desta candidatura. A sua participação simboliza a união entre a experiência e a vontade de renovação que procuramos afirmar.
Sob o lema Renovar Coimbra, esta candidatura assenta numa visão de renovação geracional, capaz de reunir diferentes percursos e contributos em torno de um objetivo comum, fortalecer o PSD e prepará-lo para os desafios que Coimbra enfrenta. Renovar significa abrir espaço às novas gerações, valorizar a experiência, reforçar a proximidade às pessoas e construir soluções sólidas e responsáveis para o futuro do nosso concelho.
Entre as prioridades que proponho para este novo ciclo, destaco a criação de núcleos de freguesia, garantindo uma presença ativa e próxima em todo o território concelhio, e a constituição de um Conselho Estratégico de Opinião, envolvendo personalidades e especialistas na elaboração de propostas que respondam às necessidades reais do município.
Acredito que a força do PSD em Coimbra deve emergir das freguesias, das instituições e das pessoas que diariamente contribuem para a vitalidade do concelho. Um partido que dialoga, que acolhe ideias, que constrói soluções e que transforma essas soluções em ação.
Este é o momento de iniciar um novo ciclo. Um ciclo de abertura, de diálogo e de afirmação, que permita a Coimbra afirmar-se com uma voz forte, construtiva e respeitada.
Conto com todos para construirmos este novo caminho.
Biografia
- Data de Nascimento: 11/05/1995
- Licenciado em Economia, mestre em Finanças.
- Deputado da XVI e XVII legislatura da Assembleia da República, eleito pelo círculo eleitoral de Coimbra.
- Membro da Assembleia Parlamentar da Nato.
- Conselheiro Nacional do PSD.
- Presidente da JSD Distrital de Coimbra.
- Vice-Presidente da JSD Nacional.
- Participou nas seguintes comissões:
- Comissão de Orçamento e Finanças;
- Comissão de Defesa Nacional;
- Comissão de Assuntos Europeus;
- Comissão de Negócios Estrangeiros;
Jorge Alves Correia
Mandatário
Mensagem
Caros Militantes do PSD de Coimbra,
Estimados Companheiros,
No dia 28 de fevereiro de 2026 terá lugar, em Coimbra, uma eleição interna que faz nascer uma luz da renovação e onde se procura reafirmar a essência do nosso partido. O PSD é, e sempre será, um partido de compromisso com o futuro. Mas para que esse futuro seja sólido, precisamos de liderança com visão, coragem e capacidade de unir. Precisamos de uma liderança que compreenda os desafios do presente e que saiba transformar boas ideias em resultados para as pessoas.
Entendo que esse líder é o nosso companheiro Martim Syder. Deputado à Assembleia da República pelo círculo de Coimbra, Martim Arnaut Syder é licenciado em Economia e mestre em Finanças. Integra as XVI e XVII legislaturas, é membro da Assembleia Parlamentar da NATO e goza de reconhecido prestígio junto dos Deputados em São Bento e da Direção Nacional do PSD. Quem está em Lisboa sabe bem a relevância do seu trabalho e tem o dever de dizê-lo.
Em Coimbra, todos conhecem o Martim como “um dos nossos”: um jovem próximo das pessoas, afável, acessível, que conquista pela sua alegria e simpatia, sem elitismos nem provincianismos. Ele representa uma forma de fazer política que nos projeta para o futuro com seriedade, proximidade e ambição. É um candidato que acredita que Coimbra merece mais do que promessas vazias de quem está distante – merece ação, estratégia e resultados, sobretudo para vencer o próximo ciclo autárquico.
Esta eleição é um momento de união. Não é sobre divisões, é sobre militantes que se juntam para fortalecer o PSD. Porque quando estamos unidos, somos mais fortes. E quando o PSD de Coimbra está forte, Portugal estará mais forte.
Por isso, deixo-vos um apelo claro: participem, votem e façam ouvir a vossa voz. Cada voto é um sinal de confiança no futuro.
Com Martim Syder escolhemos um caminho. Um caminho de renovação, de trabalho e de vitória. Um caminho que respeita os nossos valores e constrói um futuro melhor para Coimbra e para Portugal.
Viva, Coimbra! Com determinação. Com confiança. Com Martim Syder.
Biografia
- Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
- Assessor Jurídico do Primeiro-Ministro em São Bento
Mandatário
Jorge Alves Correia
Comissão Politica
Presidente: Martim Arnaut Syder
Secretário Geral: Francisco Rodrigues
Vice-Presidente: Ana Maria Cortez Vaz
Vice-Presidente: Verónica Mendes
Tesoureiro: Pedro Vilão
Vogais
Alexandre Abrantes
Ana Neto
António Pereira
Beatriz Grilo
Bruno Pina Marques
Carolina Rodrigues
Daniel Eloy
Diogo Dâmaso
Diogo Rodrigues
Edmundo Pais
Filipa Peixoto
Filipe Morgado
Francisco P. Coelho
Gonçalo Lopes
Gonçalo Rocha
Helio Paulino
Hugo Monteiro
João Africano
João Leão
João Velez
José Ventura
Leonel Cunha
Luis Fonseca
Luisa Corte Real
Nuno Craveiro
Nuno Reis
Paulo Serra
Pedro Abrantes
Pedro Pestana
Rodrigo Amado
Sofia Miranda
Tiago Santos
Conselho Estratégico
Paulo Miraldo
António Couceiro
António Martins
António Padez de Castro
António Sousa Martins
Cândido Malva
Carlos Páscoa
Cristina Oliveira
Daniel Murta
Diogo Ramos Pires
Dora Pontinha
Dulce Costa
Fernando Rovira
Francisco Veiga
Hugo Gonçalves
Joana Santos
João Pardal
Jonatas Machado
José Eufrasio
Leonel Serra
Leonel Vieira Amorim
Luís Pais de Sousa
Maria Lurdes Cró
Mario João Soveral da Rocha
Moises Rocha
Nair Carvalho dos Santos
Paulo Lopes
Pedro Marcelino
Rafael Vale e Reis
Ricardo Marques
Raul Amado
Ricardo Lopes
Ricardo Moreira
Rigoberto
Sandra Tralhão
Sara Gomes
Conselho Autárquico
Luís Correia
Beatriz Araújo Martins
Célia Lourenço
Carlos Daniel
Carlos Geria
Diogo Fagundes
João Pardal
João Peixoto
Jorge Ferreira
Mabilia Gonçalves
Mafalda Fagulha
Marco Rodrigues
Marco Santos
Paulo Dias
Pedro Pestana
Mesa Plenário
Presidente: Luís Bento Rodrigues
Vice-Presidente: Carlos Daniel
Secretária: Cristina Firmo
Secretária: Matilde Moreira
Provedor do Militante
Paulo Casimiro
Núcleos de Freguesia
José Ribeiro
Programa
Vamos Renovar Coimbra
Moção Estratégica
O Nosso Propósito
O PSD de Coimbra deverá liderar a resposta aos novos anseios comunitários, como o equilíbrio entre as componentes pessoal e profissional, o respeito pela emergência climática, o combate às desigualdades, a promoção da justiça social e intergeracional e uma abordagem humanista, que centra a ação política na pessoa humana e no serviço ao bem comum. Assumimos a liderança por uma sociedade sustentável, equilibrada e justa, que dá oportunidade a todos, que não deixa ninguém para trás e que promove o bem‑estar e a felicidade.
Temos os olhos postos no futuro. Queremos uma Coimbra moderna, ambiciosa e com uma estratégia definida que se afirme no contexto nacional. Para isso é preciso Renovar. Renovar é aceitar que os tempos mudam – e que a política também tem de mudar!
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Renovar Coimbra é reconhecer que uma Concelhia fechada sobre si própria perde influência e relevância política. É aceitar que um partido afastado do território perde voz, perde força e perde mobilização. É entender que, sem Núcleos de Freguesia ativos e respeitados, não há vitórias eleitorais consistentes nem projetos duradouros.
Propomo‑nos alicerçar o nosso trabalho partidário num espírito de grande abertura à diversidade de ideias e opiniões. O PSD deverá ser a plataforma privilegiada de intervenção cívica. Desde logo, para os militantes. Estes são o principal ativo do nosso Partido. A sua força interior deve ser dinamizada e os espaços de participação em que dão o seu melhor à comunidade devem ser parte dessa missão coletiva.
Mas também abrindo o Partido à sociedade civil e estimulando modelos participativos integradores de contributos dos cidadãos. O exercício de cidadania deve crescentemente passar pela colaboração e trabalho conjunto entre Partidos e cidadãos anónimos, especialistas e académicos, organizações cívicas e movimentos sociais. O PSD deve posicionar‑se como o partido mais aberto à sociedade e mais mobilizador de contributos construtivos, dos melhores do nosso concelho, nas diferentes áreas e especialidades.
O PSD perdeu as últimas eleições autárquicas em Coimbra. Neste primeiro mandato de dois anos à frente do PSD de Coimbra, vamos exercer o nosso papel de uma oposição construtiva, exigente e diferenciada, criando a alternativa à governação socialista da Câmara Municipal de Coimbra. Foi a escolha dos munícipes que nos confiou essa missão. A nossa equipa tem de ser na oposição o motor de novas visões para a cidade apresentando propostas de governação do municipio modernas rompendo com as práticas políticas de outros tempos. Queremos criar uma alternativa inclusiva e contemporanea face aos desafios que Coimbra terá.
O Partido Socialista escolheu voluntariamente associar-se a partidos de esquerda e de extrema-direita para governar. Foi a sua opção ideológica, numa deriva radical inédita mas convicta que tem marcado o seu primeiro ano de governação na Câmara Municipal de Coimbra com fracos resultados para a cidade.
Além de cumprirmos sem tibiezas a nossa tarefa de oposição, lideremos a construção de uma alternativa política que mobilize o concelho e nos devolva a possibilidade de governar o Município de Coimbra e as suas freguesias.
Mas também temos a responsabilidade de oferecer ao País os nossos melhores quadros e uma filosofia de intervenção política diferenciadora. Com espírito de missão e vocação reformista.
Temos de ser parte ativa para esse novo tempo, trabalhando com o Governo e com a Assembleia da República pelo futuro de Portugal.
Programa Político
Posicionamento Político
A Comissão Política Concelhia não pode limitar-se à gestão corrente. Tem de ser um centro de pensamento político, um espaço de coordenação estratégica e um apoio permanente às estruturas locais. Renovar Coimbra significa transformar a Concelhia num motor político, capaz de produzir posições políticas claras, influenciar o debate local, preparar ciclos eleitorais com antecedência e formar quadros políticos a partir da base.
O PSD Coimbra sabe que a riqueza se cria com a iniciativa privada, com empresas dinâmicas e com pessoas capazes de transformar ideias em projetos concretos. Mas também sabe que o Estado desempenha um papel insubstituível a regular mercados, a garantir oportunidades para todos e a assegurar respostas sólidas nas áreas social e cultural.
Valorizar os Núcleos de Freguesia
Nenhuma renovação será efetiva se não começar nas freguesias. Os Núcleos de Freguesia são o primeiro contacto do PSD de Coimbra com a população, o espaço onde se sente o pulso real da cidade e onde se constroem relações de confiança ao longo do tempo. Renovar Coimbra é devolver centralidade aos Núcleos.
A Secção de Coimbra assume como prioridade a dinamização e reativação dos Núcleos existentes, o apoio à criação de novos Núcleos onde ainda não existam e a garantia de acompanhamento político regular em todo o território concelhio.
Não há política com qualidade sem preparação. Por isso, apostaremos na formação e capacitação dos dirigentes e militantes, no apoio técnico à intervenção política e na preparação de quadros para futuras responsabilidades autárquicas, um município não funciona e não se desenvolve sem freguesias fortes dinâmicas e verdadeiramente autónomas. Queremo-nos basear em uma política agregadora que contribua para o desenvolvimento de cidade como um todo.
Prioridades para um novo ciclo
Entre as prioridades que propomos para este novo ciclo assume particular relevo a constituição de um Conselho Estratégico de Opinião, envolvendo militantes, especialistas e quadros qualificados da sociedade civil. Este Conselho contribuirá para a reflexão estratégica da Secção e para a elaboração de propostas políticas fundamentadas e ambiciosas. Surge, por isso, como um fórum privilegiado para essa produção de políticas públicas locais que consubstanciem um programa político a apresentar nas próximas eleições autárquicas.
A Nossa Estratégia
1. Descentralização do poder político
No dia 28 de janeiro de 2026, registou‑se em Portugal continental um fenómeno meteorológico extremo, resultante de um processo de ciclogénese explosiva de rápida intensificação, que originou ventos de elevada intensidade e precipitação excecionalmente significativa, tendo sido designado por tempestade «Kristin».
Os efeitos deste fenómeno fizeram‑se sentir com particular severidade em diversos territórios, especialmente na região centro do país, causando danos extensos em habitações, infraestruturas públicas e privadas, equipamentos coletivos e no património natural e cultural, bem como perturbações significativas na normalidade da vida e nas atividades económicas das populações afetadas.
Atendendo à gravidade da situação verificada, foi declarada a situação de calamidade, a qual veio a ser prorrogada em virtude do agravamento das condições meteorológicas e da subsequente ocorrência de um risco extremo de cheias. Em Coimbra, cerca de uma centena de operacionais monitorizou, dia e noite, as margens do Mondego, apoiando populações, reforçando zonas vulneráveis e assegurando vigilância contínua. A angústia da população preocupações intensificou‑se devido ao histórico da região, onde episódios anteriores demonstraram fragilidades do sistema hidráulico porque o sistema atual já não oferece a proteção necessária face às novas dinâmicas hidrológicas.
Reuniremos, por isso, um conjunto de propostas dos mais reputados especialistas sobre o reforço estrutural dos diques e margens do Mondego, expansão das infraestruturas de retenção e, ainda, o modelo de coordenação institucional em contexto de crises, com o objetivo de ser levado ao conhecimento do Governo e discutido em Coimbra.
2. Habitação
A habitação é, hoje, um dos principais fatores de exclusão dos jovens e da classe média, condicionando a fixação de talento, a estabilidade das famílias e a própria coesão social do concelho. Defendemos uma estratégia integrada que responda aos desafios reais do mercado: aumentar a oferta de solos para construção, acelerar e incentivar a reabilitação urbana, promover um choque fiscal no mercado habitacional e garantir estabilidade e previsibilidade regulatória. Elaboraremos um programa com visa à reabilitação de prédios e casas devolutas para arrendamento a preços moderados em todas as freguesias. Rejeitamos soluções simplistas, imediatistas ou ideológicas que apenas agravam a escassez, afastam investimento e comprometem o acesso à habitação.
Coimbra precisa de políticas que funcionem, que mobilizem o setor público e o setor privado. E é isso que o PSD Coimbra se propõe liderar: uma visão moderna, pragmática e orientada para resultados, capaz de devolver às famílias a confiança de que é possível viver, trabalhar e construir futuro na nossa cidade.
3. Tecnologia, Qualidade de Vida e Cidade Inteligente
Renovar Coimbra é modernizar a ação política e preparar o partido para os desafios de uma sociedade profundamente digital. O PSD Coimbra assumirá uma agenda tecnológica clara, ambiciosa e estrategicamente orientada. Acreditamos que a tecnologia deve ser um instrumento ao serviço da boa governação, da transparência, da eficiência administrativa e da participação cívica, garantindo sempre o respeito pelos princípios éticos, pela privacidade e pelos direitos dos cidadãos. Coimbra tem todas as condições para afirmar-se como uma cidade inteligente, capaz de integrar dados, inovação e tecnologia para melhorar serviços públicos, apoiar a mobilidade, fortalecer a competitividade económica e tornar a vida das pessoas mais simples e segura.
Coimbra tem todas as condições para se afirmar como uma cidade inteligente, capaz de integrar tecnologia, dados e inovação para servir quem aqui vive, trabalha, estuda e nos visita. Esta é a visão que o PSD Coimbra quer liderar: uma cidade com ambição digital e alma humana, onde a inovação se traduz em bem‑estar, prosperidade e oportunidades.
4. Mobilidade Urbana e Alta Velocidade
A mobilidade urbana é um dos pilares da qualidade de vida de qualquer cidade, influenciando a acessibilidade, a inclusão social, o dinamismo económico e a sustentabilidade ambiental. Uma estratégia moderna para Coimbra deve assentar numa visão integrada que articule o MetroBus com as linhas dos SMTUC de forma eficiente, garantindo regularidade, frequência adequada e integração de horários. Importa garantir ligações eficazes às freguesias mais periféricas, com equidade territorial e reforçando a coesão entre centro e interior do município. Do mesmo modo, importa apresentar soluções que permitam uma coabitação segura entre as pessoas e o Metrobus.
Os SMTUC enfrentam desafios conhecidos: frota envelhecida em parte, necessidade de modernização tecnológica e pressão para garantir sustentabilidade económica. Defendemos uma abordagem baseada na renovação e diversificação da frota, com aposta progressiva em veículos elétricos e de baixas emissões, revisão das linhas e horários, e melhoria da experiência do utilizador, investindo em pontualidade, conforto e acessibilidade digital. Uma rede de autocarros eficiente é indispensável para complementar o Metro Mondego e garantir cobertura territorial ampla.
Quanto à mobilidade suave e sustentável, Coimbra deve reforçar a expansão da rede ciclável, garantindo continuidade, segurança e ligação a pontos chave como polos universitários, interfaces e equipamentos públicos, assim como apostar em percursos pedonais de qualidade e zonas de mobilidade reduzida, estimulando o comércio local e a vida urbana.
A construção da Linha de Alta Velocidade Lisboa–Porto terá impacto determinante na reorganização da mobilidade de Coimbra, a partir da nova Estação Intermodal de Coimbra. Tudo obras que acompanharemos diligentemente na defesa dos interesses locais.
Em Coimbra, a modernização dos transportes públicos, a reorganização das redes existentes e a chegada da Linha de Alta Velocidade criam uma oportunidade única para definir um sistema integrado, eficiente e sustentável.
5. Interior e Interioridade
A interioridade continua a ser um dos maiores desafios de ordenamento, coesão e desenvolvimento no território português. Em municípios com áreas urbanas concentradas, como Coimbra, a relação entre centro e freguesias periféricas tem impacto direto na qualidade de vida, no acesso a serviços e na vitalidade económica das comunidades. Apresentaremos uma estratégia integrada para o território assente nos seguintes eixos: mobilidade como instrumento de inclusão, promoção da economia local, acesso aos serviços públicos, mais habitação e qualidade de vida.
A meta consiste em garantir que viver no interior do concelho não significa ter menos oportunidades, mas poder beneficiar de um território equilibrado, conectado com a natureza e com potencial de desenvolvimento próprio.
6. Educação, Investigação e Ciência
Em Coimbra – cidade universitária por excelência e polo de investigação de referência nacional e internacional – a educação, a investigação científica e a produção de conhecimento são pilares fundamentais do nosso desenvolvimento e da nossa competitividade. Defendemos o reforço do ecossistema científico, a atração de financiamento em investigação e Desenvolvimento (I&D), a promoção de parcerias entre a academia, o setor privado e as administrações públicas, acelerando a transferência de conhecimento para a economia. Para além de se estimular a investigação aplicada, em áreas como saúde, biotecnologia, computação, inteligência artificial, energias renováveis, património e ciências sociais, é fundamental atrair empresas de base tecnológica e criar um ambiente urbano que retenha o talento, através da mobilidade, habitação acessível, cultura e qualidade de vida.
7. Cidade da Saúde
A saúde é uma dimensão essencial para o bem‑estar individual e coletivo, para a inclusão social e para o desenvolvimento de comunidades mais saudáveis e coesas. Integrar estas áreas de forma estratégica na estratégia local contribui para melhorar a qualidade de vida, prevenir situações de vulnerabilidade e promover uma cidadania mais ativa e informada. Daí a promoção da saúde mental ser encarada como um eixo central da política local, com enfoque em prevenção, literacia e acesso a apoio especializado.
8. Violência de Género
A violência de género é um problema estrutural que afeta a segurança, a saúde e o bem‑estar das pessoas, com impacto direto na coesão social, na qualidade de vida e no desenvolvimento dos territórios. A resposta dos municípios desempenha um papel determinante na prevenção, deteção precoce, proteção e acompanhamento das vítimas, articulando‑se com entidades nacionais e com organizações da sociedade civil. Uma estratégia local eficaz deve começar pela prevenção, promovendo uma cultura de respeito, igualdade e não‑violência, designadamente programas educativos em escolas, campanhas públicas regulares e ações específicas para jovens, com recurso a linguagem, formatos e plataformas centradas na tolerância zero para a violência de género.
O objetivo é claro: garantir que cada pessoa, em qualquer ponto do concelho, vive com segurança, respeito e igualdade, com acesso efetivo aos mecanismos que protegem direitos e promovem bem‑estar.
9. Ambiente e Impacto das Alterações Climáticas
A Requalificação do Rio Mondego é uma exigência estratégica. Criar zonas ribeirinhas naturais com vegetação autóctone, instalar passadiços ecológicos e áreas de observação, expandir ciclovias ligando bairros ao centro, promover limpezas comunitárias trimestrais e disponibilizar online dados públicos sobre a qualidade da água.
Vamos defender a expansão de ciclovias seguras, criar um sistema municipal de bicicletas elétricas partilhadas, reforçar a frota de autocarros elétricos, aumentar zonas pedonais no centro histórico e conceder incentivos municipais para veículos elétricos.
Vamos lutar para que haja uma parceria com a Universidade de Coimbra, desenvolver projetos piloto de inovação climática, criar bolsas de investigação aplicada e disponibilizar uma plataforma digital de dados ambientais abertos.
10. Desporto e Cultura
O desporto, enquanto espaço de inclusão, disciplina e cidadania, será valorizado através do incentivo à prática desportiva, da requalificação do espaço público e de parcerias com escolas, clubes, instituições e unidades de saúde.
Por sua vez, a cultura deve ser tratada como um serviço público estruturante, comparável a educação, ciência ou saúde, integrando políticas que têm impacto económico, territorial e de coesão social.
A cultura é um pilar do desenvolvimento, e não um luxo. Acompanharemos de perto o processo de preparação da Coimbra Manifesta, envolvendo Governo, Município e Universidade. A Bienal Europeia Nómada de Arte Contemporânea (2026-2028) foi uma conquista do executivo municipal do PSD e do Governo da AD para a cidade de Coimbra, sendo essencial acompanhar a sua preparação pelo impacto cultural, territorial e económico que irá gerar para Coimbra e para a região.